O VITIMISMO NARCÍSICO, QUANDO A DOR VIRA IDENTIDADE E A MORAL VIRA ESPETÁCULO
O discurso vitimista em torno do narcisismo não é ruptura do ciclo. É a sua continuação em outra fantasia. Sai o narcisista “maligno”, entra a vítima “iluminada”. A estrutura psíquica permanece intacta. O palco muda, o ego continua no centro.
A maioria não quer entender a dinâmica. Quer preservar a autoimagem depois do colapso. Quando o vínculo quebra, o que dói não é apenas a violência psicológica; dói o descarte, a perda do lugar especial, a humilhação silenciosa de perceber que o investimento foi assimétrico. Em vez de integrar isso, a pessoa busca um vilão absoluto para não tocar na própria participação. A dor vira certificado moral. O sofrimento vira capital simbólico. A ferida vira bandeira.
Grupos de apoio, vídeos, rótulos repetidos, narrativas recicladas. Não para elaborar, mas para manter vivo o enredo. A pergunta nunca é “como entrei nisso?”, mas “como provo que fui enganado?”. A psique escolhe a rota que dói menos: terceiriza a culpa, moraliza o ressentimento e chama isso de cura. Não é. É reorganização do ego ferido sem autocrítica.
Há uma verdade incômoda que esses discursos evitam: todos operam o narcisismo em algum momento. Todos querem ser vistos, escolhidos, poupados do confronto. O narcisista assumido não cria o jogo sozinho; ele encontra terreno. Idealização, carência, fantasia, expectativa de exceção. Quando o espelho quebra, a vítima não suporta reconhecer que também quis o reflexo. Então transforma o outro em monstro e a si mesma em santa. Isso não é ética. É defesa.
A caça às bruxas nasce daí. Nomear o mal externo dá coesão interna. O grupo vira espelho substituto. A identidade passa a ser “quem sofreu”. Questionar isso vira ataque. Discordar vira cumplicidade com o agressor. A moral endurece porque o ego está frágil. O pensamento se empobrece porque a narrativa precisa se proteger. O sofrimento vira prisão confortável.
A psicologia sombria não compra esse teatro. Ela não absolve predadores, mas também não infantiliza vítimas. Ela expõe a simbiose. Mostra que o abuso prospera onde há negação da própria sombra. Que a idealização é o combustível da queda. Que a necessidade de validação cria dependência. E que a recusa em assumir responsabilidade emocional perpetua o ciclo.
Não se trata de negar dor. Trata-se de parar de fazer da dor uma identidade. Crescer não é repetir a história até ganhar aplauso. Crescer é suportar a pergunta que desmonta o ego: onde eu participei, o que eu projetei, por que precisei tanto desse vínculo para me sentir alguém? Sem isso, não há integração. Só há troca de máscaras.
O vitimismo persiste porque oferece pertencimento, sentido e status. Ele anestesia o vazio sem resolvê-lo. Mas cobra um preço alto: estagnação. Quem vive disso não quer superar; quer confirmar a narrativa. Quer aplauso, não consciência. Quer justiça simbólica, não transformação.
A sombra não some quando você aponta o dedo. Ela volta quando você se recusa a olhar. E enquanto a dor for usada como moeda moral, o narcisismo continuará operando, só que agora com discurso terapêutico, likes e sensação de virtude.
Isso não é cura. É continuação sofisticada do mesmo jogo. E sair dele exige algo que quase ninguém quer pagar: abrir mão do papel, integrar a própria sombra e reconstruir o eixo interno sem plateia.
📚 Origens do Ensino Superior em Angola
O ensino universitário formal em Angola começou no período colonial português com a criação dos Estudos Gerais Universitários de Angola por Decreto-Lei nº 44.530, de 21 de agosto de 1962. Essa instituição foi inaugurada em 6 de outubro de 1963 em Luanda e marcou o início oficial da educação superior no país. �
Universidade Agostinho Neto +1
🏫 Universidade de Luanda e Transformações Pós-Independência
Em 23 de dezembro de 1968, os Estudos Gerais Universitários foram transformados na Universidade de Luanda, com capacidade para conferir graus universitários nas áreas de Medicina, Engenharia, Ciências, Letras, entre outras. �
Universidade Agostinho Neto
Após a independência de Angola (11 de novembro de 1975), a Universidade de Luanda passou a chamar-se Universidade de Angola (portaria nº 77-A/76, de 28 de setembro de 1976). �
Universidade Agostinho Neto
🎓 Universidade Agostinho Neto (UAN)
A Universidade Agostinho Neto (UAN) é a primeira e mais antiga universidade pública de Angola, tendo sido oficialmente nomeada assim em 24 de janeiro de 1985, em homenagem ao primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto. �
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Até 2009, era a única instituição pública de ensino superior em todo o país, com centros em várias províncias. �
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A UAN oferece uma ampla gama de cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento nas áreas de Ciências Naturais, Engenharia, Direito, Economia, Ciências Sociais, Saúde, entre outras. �
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📍 Reforma e Regionalização do Ensino Superior (2008–2009)
No âmbito de uma reforma do ensino superior, o governo angolano reorganizou a UAN em várias universidades regionais, criando instituições autónomas nas províncias onde antes funcionavam os seus campi. �
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Esse processo levou à criação de instituições públicas como:
Universidade Mandume ya Ndemufayo (Lubango) — herdeira do campus da UAN na Huíla. �
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Universidade José Eduardo dos Santos (Huambo) — criada a partir do campus da UAN no Huambo. �
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Universidade do Namibe (Moçâmedes) — originou-se da Academia de Pescas e do campus local da Mandume ya Ndemufayo. �
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Universidade Rainha Njinga a Mbandi (Malanje) — resultado da fusão de instituições politécnicas e campus universitários. �
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🎓 Universidades Privadas e Novos Projetos
Além das universidades públicas, o setor privado também cresceu significativamente:
Universidade Jean Piaget de Angola — fundada em 1999, é uma das primeiras universidades privadas no país, com cursos de Direito, Economia, Gestão e Informática. �
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Universidade Independente de Angola (UnIA) — iniciou atividades em 2004, expandindo gradualmente a sua oferta académica com licenciaturas e pós-graduações. �
UnIA
Universidade Internacional do Cuanza (UNIC) — inaugurada em 2021, representa um projeto de cooperação internacional e expansão do ensino superior privado em Angola. �
Unic
📊 Expansão e Desafios Recentes
A educação superior em Angola tem crescido ao longo das últimas décadas. Atualmente a rede inclui universidades públicas e privadas, institutos superiores e escolas politécnicas. Esse crescimento responde à necessidade de formar quadros nacionais em diversas áreas de conhecimento. �
Repositório Iscte
Os desafios persistem em temas como a qualidade de ensino, investigação científica, infraestrutura e alinhamento com padrões internacionais.
🧠 Conclusão
A trajetória académica das universidades em Angola começou no período colonial e foi profundamente transformada após a independência, com a consolidação da Universidade Agostinho Neto como pilar da educação superior nacional e uma reforma que descentralizou o sistema por meio de universidades regionais. No setor privado, novas instituições têm surgido desde o final dos anos 1990, contribuindo para a diversificação da oferta educativa no país.
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Curso Introdução Prática à
Terapia CognitivoComportamental
Na aula de hoje, exploraremos as diferentes visões e abordagens da Terapia CognitivoComportamental (TCC), comparando-as com outras principais teorias da psicologia. Você
aprenderá sobre a filosofia da TCC, sua visão de mundo, de homem, de doença, de saúde e de
mudança. Estaremos sempre buscando integrar conhecimentos de diversas abordagens para se
tornar um terapeuta mais completo.
by Fernando Dias
Murilo Costa
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